a vez das bikes elétricas

Dinamarca

As bikes elétricas podem ser a solução para o trânsito de São Paulo. Esta é a visão de um trio de jovens empresários paulistanos, que investiram na alternativa em busca da popularização do transporte alternativo na maior cidade do Brasil.

Alexandre Lima, Renato Rovito e Rogério Rovito são engenheiros mecânicos que, desde os tempos de faculdade, imaginavam uma saída para o trânsito caótico de São Paulo. A bicicleta sempre foi uma das opções, mas ainda existiam algumas barreiras para que ela fosse usada por mais pessoas.

“Percebi que muita gente desiste de trocar o carro pela bicicleta porque não quer chegar suado ao trabalho. A bicicleta elétrica elimina o problema”, explicou Lima, em declaração ao Pequenas Empresas Grandes Negócios (PEGN).

O trio buscou possibilidades e em janeiro deste ano inaugurou a EvoluBike, que comercializa três modelos de bicicletas elétricas no Brasil. A estética das bikes é bastante parecida com os modelos tradicionais e elas funcionam tanto a partir das pedaladas, como através da eletricidade.

A empresa monta aproximadamente 50 bicicletas por mês, em três formatos: Nano, que é dobrável e cabe dentro de uma bolsa, Classic, que segue padrões tradicionais e tem uma pequena cesta na frente, e Sport, um modelo parecido com as mountain bikes. Os empresários investiram R$ 700 mil até que conseguissem lançar a EvoluBike e esperam que em cinco anos já tenham conseguido comercializar 30 mil bicicletas elétricas.

“É a solução do futuro, em harmonia com a natureza. Cidades como Copenhague, na Dinamarca, estão sendo reurbanizadas com foco nas ciclovias”, lembra Lima. Em terreno plano as bicicletas elétricas chegam a alcançar 25 km/h. Elas podem ser recarregadas em qualquer tomada e a autonomia chega a 40 quilômetros.

Imitando a Dinamarca

A Dinamarca não tem servido de modelo somente para os paulistanos que acreditam nas bikes. A União Europeia fez um comparativo entre os meios de transporte, para incentivar os 27 países que formam o bloco a investirem em estrutura para que a população utilize mais as bicicletas.

Segundo a pesquisa, se toda UE tivesse a mesma estrutura da Dinamarca, seria possível reduzir de 63 a 142 milhões as emissões de gases de efeito estufa, até 2050. As bicicletas são totalmente limpas, os modelos elétricos têm impacto muito pequeno, de apenas 22g de CO2 emitido por quilômetro, graças à forma de obter eletricidade. Já os carros, chegam a impactar 271g de CO2/km. Além disso, o estudo analisou o impacto do ciclo de vida dos carros e 77% ocorre graças à queima de combustíveis fósseis.

Para saber mais sobre as bikes visite o site da empresa. As informações são do PEGN e TreeHugger. via Ciclo Vivo

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Pesquisa comprova que investimentos em ciclovias atraem novos ciclistas

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A secretária do Departamento de Transporte da Cidade de Nova York (DOT), Janette Sadik-Khan, anunciou na última semana um crescimento contínuo de ciclistas pedalando pela cidade de Nova York.

O aumento foi de 8%, comparado ao recorde de 2010. O cálculo dos ciclistas foi feito em seis vias, em diferentes locais da cidade. Assim concluiu-se que o número de usuários de bicicleta aumentou 102% em relação a 2007 e 289% em relação a 2001.

Durante esse tempo, a segurança para os usuários das ruas aumentou. A metrópole norte-americana registrou seus menores índices de acidentes fatais na última década e as lesões graves e mortes envolvendo ciclistas permaneceram inalterados.

Através de seu programa CityRacks, o DOT já instalou mais de 13 mil bicicletários em toda a cidade, oferecendo estacionamento para mais de 26 mil bicicletas, a maioria dos quais foram instalados nos últimos quatro anos. A cidade ainda pretende transformar seis mil antigos parquímetros inutilizados em estacionamentos para bikes, atendendo assim a demanda crescente de ciclistas.

"Nossa infraestrutura precisa acompanhar as novas exigências nas ruas da cidade", disse Janette. "Ao transformar parquímetros obsoletos em bicicletários, estamos reciclando antigas instalações para atender a essa crescente necessidade."

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Segundo as estimativas do departamento, a média diária de ciclistas neste ano foi de 18.846 ciclistas, contra 17.491 em 2010; 9.327 em 2007, e 4.927 em 2001. O aumento do uso das bicicletas e da necessidade de segurança, que isso implica, fez com que a cidade fizesse uma campanha sem precedentes de engenharia de segurança nas ruas.

Nos últimos quatro anos, o DOT acrescentou cerca de 260 quilômetros de ciclovias nas ruas para aumentar a segurança de todos os usuários, em especial para os pedestres. Em seu relatório Pedestrian Safety Report and Action Plan, o departamento revela que ruas com ciclovias são 40% menos perigosas para os pedestres.

Felix Salmon, blogueiro da Agência Reuters, relacionou o crescimento do uso da bicicleta com os investimentos feitos pela prefeitura da cidade, desde que Janette assumiu o cargo de secretária. Segundo ele, o resultado da pesquisa mostra o quão eficaz é uma liderança forte, combinada com dedicação à criação de uma boa infraestrutura.

“A lição deste levantamento é que se você construir ciclovias, os ciclistas irão aparecer para preenchê-las. Isso é uma notícia fantástica, já que cidades com muitos ciclistas são sempre as cidades mais agradáveis ​​para se viver e trabalhar, até mesmo para pessoas que não andam de bicicleta”, diz Salmon.

“Nova York tem um longo caminho a percorrer antes que possa ser considerado genuinamente uma cidade amiga das bikes. Mas ela está se movendo na direção certa e o sistema de compartilhamento de bicicletas, que será lançado em 2012, dará mais um impulso enorme” conclui o blogueiro.

São Paulo

A cidade de São Paulo também está começando a investir em estrutura para os ciclistas. A composição que tem mais adeptos é a CicloFaixa, que funciona aos domingos e feriados, das 7h às 16h.

A pista percorre 45 quilômetros do município e mesmo que ainda não seja uma opção para o transporte diário, muitos paulistanos têm se sentido incentivados a pedalar mais. Segundo dados de uma pesquisa realizada pelos organizadores da Ciclofaixa, 76% dos entrevistados garantiram que estão andando mais de bicicleta.

A Federação Paulista de Ciclismo informa que a pista recebe em média 80 mil ciclistas aos domingos e feriados, e que desde a sua criação, em 2009, cerca de dois milhões de pessoas já pedalaram pela CicloFaixa de São Paulo. Com informações do Departamento de Transporte de Nova York.

Mayra Rosa - Redação CicloVivo

New York City makes Brazil look almost like Sweden!

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Gente, esta análise me surpreendeu.

O autor, Doug Henwood, fala que não é nenhuma surpresa constatar que a situação da população de NYC é muito desigual.

"A surpresa", diz ele, " é que é muito mais desigual do que a situação do Brasil".

O texto está em inglês, mas nem por isto vou deixar de destacar.

Lá pelas tantas, ele pergunta: "Como a distribuição de renda da cidade (de NYC) pode ser pior, se comparada com a do Brasil, um país com uma reputação mundial de desigualdade deslumbrante?"

New York City makes Brazil look almost like Sweden! 

http://lbo-news.com/2011/12/12/nyc-more-unequal-than-brazil/

Un programa de puntos que premia a los empleados que van en bici

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Praça Móvel traz solução para espaços públicos carentes de lazer

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O argentino Manuel Rapoport observou que em Buenos Aires há muito desperdício do espaço público e falta de áreas verdes para o lazer. Então, desenhou um projeto chamado Praça Móvel, que pode servir de inspiração às metrópoles com pouca arborização.

A partir do projeto, a cidade pode abrigar muitas praças de finais de semana nos locais públicos. Para tornar um espaço agradável seriam instalados bancos, jogos, quadras esportivas e plantas. Esta é uma solução criativa para incentivar a população a sair de casa, praticar exercícios físicos ou apenas fazer um passeio.

Rapoport descobriu que Buenos Aires possui 3,5 m2 de áreas de lazer por habitante. Para se ter uma ideia da insuficiência, a Organização Mundial da Saúde recomenda 15 m2. Mas, Rapoport não se intimidou com o fato das praças e bosques urbanos estarem cada vez mais escassos, desta forma criou o projeto das praças itinerantes.

"Acredito que as praças móveis tenham um potencial gerador de cidadania. Um local para encontros, descanso, dividir momentos, para o esporte e o lazer, ou seja, para a saúde e o bem-estar", diz ele.

De acordo com o site TreeHugger Brasil, o projeto surgiu a partir de um concurso da Philips chamado Livable Cities (Cidades Habitáveis, em português), cuja proposta era aumentar a qualidade de vida no ambiente urbano. O designer Rapoport então colocou no papel a ideia de fazer as instalações em ruas pouco utilizadas pelos carros nos fins de semana e feriados.

O projeto já ganhou o segundo prêmio do concurso Livable Cities e recebeu 25 mil euros para colocá-lo em prática. Para que o modelo seja executado será preciso unir a população e governos municipais para assim ser realizada a montagem de outras praças móveis pelas ruas da cidade.

Redação CicloVivo

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São Paulo 2022 para refletir sobre futuro da cidade

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Conjunto de diretrizes, indicadores e metas para o planejamento de uma metrópole justa e sustentável foi lançado nesta quarta (23/11) e está disponível no portal da Rede Nossa São Paulo

Airton Goes airton@isps.org.br

Um grupo de cinco organizações da sociedade civil lançou nesta quarta-feira (23/11) o Plano São Paulo 2022, que tem por objetivo contribuir para o planejamento do futuro da cidade nos próximos 10 anos. O documento, que está disponível no portal da Rede Nossa São Paulo, contém um conjunto de diretrizes, indicadores e metas que apontam para uma capital paulista justa e sustentável.

Além da Rede participaram da elaboração e do lançamento do Plano São Paulo 2022, ocorrido no Sesc Vila Mariana, a Escola da Cidade, o Instituto Ethos, Instituto Arapyaú e Instituto Socioambiental. “A ideia das organizações, ao prepararem esse material, é quebrar a tradição de pensar a cidade apenas no curto prazo”, afirmou Oded Grajew, coordenador geral da Nossa São Paulo.

De acordo com ele, as propostas do plano não são definitivas e, sim, contribuições da sociedade “para que São Paulo tenha um diagnóstico e um planejamento que vise à construção de uma cidade sustentável”.

Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos, reconheceu que houve alguns avanços na cidade nos últimos. “Porém, os avanços que temos obtido estão acontecendo em uma velocidade muito menor do que precisamos”, lamentou. Entre os desafios que precisam ser enfrentados para solucionar o descompasso entre as mudanças necessárias e as que efetivamente acontecem, em sua avaliação, está a questão política. “Os governos têm defendido muito mais o interesse privado do que o público”, constatou.

Para Abrahão, em razão desse tipo de problema, os governantes não têm um olhar de longo prazo. “O Plano São Paulo 2022 constrói essa visão de futuro e pode ter um papel de exemplaridade nesse processo, para que outras cidades possam ter essa reflexão.”

O documento foi apresentado pelo economista Cícero Yagi, que explicou porque o material pode ser importante para o futuro da cidade.  Ele destacou que o próximo Plano Diretor estratégico de São Paulo, a ser discutido e votado no próximo período pela Câmara Municipal, será “uma grande oportunidade para sociedade influir nos destinos da capital paulista nos próximos 10 anos”.

O plano está dividido em cinco capítulos: Cidade democrática, participativa e descentralizada; Cidade saudável, cuidadora dos bens naturais e consumidora responsável; Cidade compacta, ágil e policêntrica; Cidade inclusiva, segura e próspera; e Cidade educadora, criativa e conectada.

Veja a apresentação feita por Yagi.

Na avaliação do professor Ladislau Dowbor, que comentou o resultado do trabalho, a descentralização administrativa é fundamental para uma cidade com as dimensões de São Paulo. “Subprefeituras, como a do M’Boi Mirim, tem 600 mil habitantes e zero de capacidade e autonomia de gestão”, criticou.

Durante o lançamento do São Paulo 2022, foi realizado um debate com a participação de José Police Neto (PSD), presidente da Câmara Municipal, Antônio Marchioni, o padre Ticão, da Paróquia São Francisco de Assis e do Movimento Nossa Zona Leste, Eduardo Della Manna, diretor do SECOVI-SP, e Nabil Bonduki, Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.

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